13 de outubro de 2014

Teenage (?) angst

O ano tá acabando e algumas tem que ficar em 2014. Eu não consegui me desapegar de certas pessoas ainda e to sentindo uma angústia imensa só de pensar que talvez eu nunca ache pessoas como as que eu perdi. E nem saber o motivo do afastamento eu sei.
Na teoria, as coisas deveriam estar bem. Pela primeira vez em anos de ensino médio/fundamental, eu não vou precisar me matar de estudar pro último bimestre porque (aleluia) preciso de poucos pontos pra passar. MASSS não é bem assim. Nunca fico satisfeita com as coisas, o que me conforta é que não sou só eu.
Eu queria escrever mais coisas mas minha cabeça não tá funcionando muito bem. Só queria fazer um resumo geral do que tá acontecendo agora e até agora só saiu isso.

24 de abril de 2014

Eu gosto do meu quarto. Adoro ver meus cds e dvds organizados na prateleira (embora nem sempre estejam organizados). Gosto de ter só dois bichos de pelúcia sempre à minha vista no quarto: meu tigre de estimação e meu cachorrinho de pelúcia. Adoro meu pôster do Skid Row, velho as fuck, com o Sebastian Bach exibindo o corpinho esbelto. Adoro a mesa que, antigamente, pertencia ao meu pai e se tornou meio inútil, então veio pro meu quarto. Gosto de como eu e minha mãe o a "decoramos": grudamos um papel vermelho e ficou maravilhoso. Adoro como minha tv está posicionada agora, apesar de ter sido uma briga imensa entre meus pais por causa dessa maldita tv e onde ela ficaria, já que meu quarto não é tão enorme assim. Mas ás vezes meu pai tem umas idéias boas. Ás vezes. Até que eu gostei dessa apesar dele comprar uma cômoda velha pra colocar a tv. Mas ok, eu não me importo muito com isso e nem deveria.
Olho o meu guarda-roupa, gosto de experimentar as roupas que eu não tenho coragem de usar lá fora, mas que gosto quando estão em mim. Mas não pra sair.  Gosto de organizar meus perfumes e cremes em ordem de tamanho, gosto de pintar caixas velhas pra colocar meus esmaltes ou minhas maquiagens. Gosto de pintar caixas mesmo que elas não tenham utilidade nenhuma. Gosto de pintar. Gosto de mexer com tinta, pincel, me sujar até ter tinta atrás da orelha. Gosto de passar horas pintando minhas unhas. Gosto de contar dinheiro, mesmo que sejam só moedas de 5 centavos. Gosto de desenhar e tenho preferência por um papel sempre mais resistente pois sei que vou ficar apagando milhares de vezes. Gosto de comprar coisas que eu nunca ou raramente uso, como um grampo de caveirinha e um outro de laço. Não me sinto bem pra colocá-los no meu cabelo. Gosto dos cds gravados que me deram com músicas, gosto de guardar presentes de pessoas especiais em lugares especiais. Adoro minha cortina vermelha, menos a claridade que ela ainda proporciona. A outra mantinha meu quarto mais escuro mas era... Rosa. Gosto de ficar no escuro o dia todo, mesmo que eu quase morra de calor dentro desse quarto. Até gosto de dormir com essa cama parecendo um inferno, não consigo mas arrumá-la "pra dormir". Durmo com dois travesseiros, um fica do lado da parede, eu ainda não me decidi se tenho medo que alguma alma suba e cuspa na minha cara, só sei que me sinto muito incomodada se o travesseiro não estiver lá.
Meu quarto é o meu templo, meu refúgio. Eu posso escrever, eu posso ver meus filmes e minhas séries, eu posso ouvir música sem fone ou até mesmo ficar em silêncio. Posso fazer coisas das quais eu realmente goste e me sinta confortável.

1 de janeiro de 2014

Invisible




Por muito tempo, na minha inocência, pensei que fosse fazer parte da história de alguém. Pensei que poderia ser uma peça importante na vida de alguém, mas quanto mais as pessoas se vão, mas eu percebo o quanto eu não passo de um mero detalhe, um momento de de puro tédio na vida de qualquer um.
Recentemente fiz 18 anos, recentemente o ano acabou também. Mas precisamente ontem. Não sei, posso estar errada, who knows: esse foi o ano mais vago da minha vida. Poderia não ter existido de maneira nenhuma, foi desnecessário. Perdi todos que me cercavam. Eu faria qualquer coisa pra ter tudo de volta. Só queria que me avisassem em que ponto eu errei. Mas daí me veio a idéia: não estão com raiva de mim, nada do tipo. Só não querem mais saber. Eu estou sendo apagada da memória de todos numa velocidade incrível. Se ao menos raiva sentissem...
Tudo o que eu sentia se tornou puro ódio e tristeza. Eu poderia começar do zero. Um ano novo, uma idade nova, aberta à novas oportunidades, me aguarda. Queria dizer que estava pronta pra mudar, pra esquecer tudo. Queria dizer que iria me tornar uma pessoa melhor. Mas eu sei que isso não vai acontecer e que as coisas pro meu lado só vão ficar piores. Sinto fortes dores de cabeça e vontade nenhuma de dormir, mesmo exausta; não tenho sono mas estou constantemente cansada. Se pelo menos a insônia me ajudasse a produzir algo as coisas não estariam tão ruins como estão agora.
As pessoas se vão, e eu já não tenho mais força pra ir atrás de outras. Eu já não tenho mais força de retribuir o amor que é me dado, eu simplesmente não vejo mais. Um estado que se mantêm firme e forte há muito, muito tempo.
Aprendi a lidar com as minhas tristezas com agressividade. Ofendendo. Magoando.
E eu fico apagada a cada instante. Ninguém gosta de alguém que lide com seus problemas dessa forma. Ninguém quer esse tipo de pessoa perto de si. E quanto mais triste eu estou, mais agressiva eu me torno. Não no sentido literal de sair por aí batendo nos outros e derrubando mesas, e sim nas palavras e atos impensáveis. Já que não consigo fazer parte da história de ninguém, é melhor que eu afaste todos logo de uma vez, aí eu não preciso ficar me machucando toda vez que alguém vai embora, pois não vai ter ninguém pra ir embora. É melhor que eu não os tenha em mente, quando nunca fiquei por um dia só na mente deles. É uma economia de tempo, de sentimentos desnecessários. Eu me sentiria vazia, mas saberia que não fui só um detalhe na vida de alguém. Prefiro ser... nada.
Eu queria muitas coisas, mas a que eu quero mais é conseguir dormir em paz, sem acordar no meio da noite chorando por tudo. Eu deveria ser forte e encarar tudo isso. É o que todo mundo diz. Mas não é fácil percorrer esse caminho sozinha. Pode ser até que eu consiga, mas não vai ser hoje, não vai ser amanhã. Pode demorar muito mais do que eu imagino.
Eu não planejo nada; não planejo fazer amigos, não planejo erguer minha cabeça de uma vez. Estive com a cabeça baixa por muito tempo, ainda estou. Levantar assim de uma vez pode causar problemas até maiores que os de agora.
Já que não me deram um motivo pro desprezo, eu vou dar-lhes um motivo. Não me restou mais nada além desse meu "campo de força" chamado raiva e tristeza. Vou usar o que eu tenho ao meu favor. Querem um motivo pra me desprezar sempre? Eu lhes darei o motivo. Não sou mais o que eu queria ser mesmo. Não tô ganhando nada com isso, mas também não estou perdendo nada. Não é possível perder o que não se tem.

17 de novembro de 2013

Voltei

Depois de 1 ano e 2  meses olha só quem apareci.
Desde meu último post algumas coisas mudaram, BUT foi uma reviravolta tão doida que voltou na raíz do problema. Mas não é de todo ruim porque eu tô aprendendo a me conformar e me valorizar um pouco mais (não tem sido 100% efetivo, mas né, exigir uma mudança assim do nada é osso).
Nesse meio tempo eu: reprovei, mudei de escola, pintei as pontas do cabelo de roxo, pintei de castanho, comecei a namorar, terminei o namoro,  estou tentando cortar laços com pessoas que já cortaram laços comigo há muitíssimo tempo, cortei o cabelo, pintei de vermelho.
Por partes: reprovar. Óbvio que foi um choque, eu tava muito segura, tipo "naah, não podem me reprovar". Pois é. Reprovaram mesmo. Fiquei putíssima de vida, me arranhei, gritei, chorei até meu rosto ficar dormente. Mas era tarde e eu só tinha uma coisa a fazer: seguir em frente.
Resolvi mudar de escola. Por parte porque eu estava com vergonha; eu jamais iria continuar naquela escola reprovada. Eu não admitiria isso. E depois porque eu já tava de saco cheio, foi a escola que eu passei mais tempo (5 anos). 
A mudança foi bem complicada, na verdade. Passei um semestre sem falar com ninguém da minha sala. E sei lá, eu ainda não me acostumei com as pessoas de lá, eu não me sinto à vontade. A culpa não é deles, já que sempre me trataram muito bem. Eu só não consegui me conectar a eles, talvez eu esteja resistindo bastante em relação à isso: perdi meus amigos antigos e tô sempre tentando recuperá-los (e falhando sempre) e meio que... Não quero sair da "turma" e ir pra outra. Sei que é errado. Sei que é uma merda. Mas há coisas que eu não consigo evitar. Mas eu já estive bem pior uns meses atrás, mas agora me sinto bem melhor comparado ao que era antes. Tô deixando de ligar aos poucos.
Nesse tempo tive do meu lado uma pessoa que sempre me apoiou, tivemos um relacionamento mas bem, cirscunstâncias, talvez não fosse a hora certa. Bom, não deu certo, mas não me arrependo de nada. Estamos no final do ano, finalmente. 2013 foi um ano bem rápido, mas bem difícil. Nem o tempo corrido fez com que esse ano se tornasse mais fácil. De janeiro até uns 2 meses atrás eu achava que estava fazendo a coisa certa indo atrás de uma pessoa que aparentemente se tornara meu melhor amigo. Hoje não posso dizer que estava errada, eu simplesmente não sei, mesmo.
Tem muita coisa acontecendo mas já não me sinto tão ansiosa e desesperada pra resolver tudo. Eu carreguei nos meus ombros uma responsabilidade inútil. Ela ainda está aqui, na minha frente me atormentando. Mas eu simplesmente parei de carregá-la. Foi a melhor coisa que eu fiz.
Tô vendo minha vida por outra perspectiva depois de muito tempo. E não tenho mais pressa.

10 de setembro de 2012

Aquela hora em que você perdeu a única coisa que achava que tinha.

Tá doendo muito.

19 de setembro de 2011

Suicide Note, Pt I & II

Covardia e desespero. Desespero e vergonha. Vergonha e ódio. Ódio e lágrimas. As pílulas que matam e levam a dor embora. Vazio eterno. Eu quero um corpo perfeito, eu quero uma alma perfeita. A dor me leva a cometer erros absurdos, tais como sair da escola chorando porque fiquei chateada com algo. Chorar dói. Eu não tenho problemas comuns. Eu não sou comum. Eu queria ser uma cocotinha feliz que desce até o chão todo fim de semana, bebe pra passar vergonha e pega qualquer um que vê pela frente. Bom, eu seria feliz. Isso me desgasta, isso me desgasta. Crio expectativas pra coisas impossíveis. Imaginar que isso pode se realizar só faz a merda toda ficar pior e pior. E eu pioro por dentro e por fora. Desejar coisas impossíveis. Cair num poço sem fundo sem ter nenhuma chance de sair. Tudo que eu desejo... Está muito longe. Foi a esperança que nós temos passado que me encheu de esperança. Sem alarmes e sem surpresas. Nada de novo. Só as decepções de sempre e assim se segue a vida. Feridas que não vão cicatrizar. Eu só quero que perceba. Não quero que ligue. Mas me dê algum sinal. Uma esperança. Por favor. Eu preciso disso pra respirar, eu preciso disso. Preciso disso pra conseguir dormir bem e ter um sorriso estampado no rosto só por um dia. Porque não olha pra mim agora? O que foi que eu fiz? Se eu pudesse ser quem você desejava, talvez tudo fosse melhor. Talvez se eu fosse tudo o que todo mundo quer, todos estariam satisfeitos e ninguém se preocuparia com as minhas birras e minhas lágrimas sem sentido. Seria bom para as duas partes. Eu estaria feliz e faria os outros felizes.
E essas cicatrizes? Cicatrizes de quem não sofre de verdade? De quem não sabe o que é dor, nem dor física? É vergonhoso não ir bem em nada. É vergonhoso tentar e ter pessoas ao seu redor dizendo que tudo isso é falta de surra e falta de luta. cansada. Não aborreça a sua família Vitória, aguente todos te olhando com desdém. Estampe um sorriso na cara e seja tão falsa quanto eles porque é assim que funciona. Estou preparando meu túmulo. Já está bem fundo, aliás. O que passou, passou. Então porque chorar? Eu sei porquê. Choro porque sei que não importa o quanto eu fantasia, o que eu quero nunca vai acontecer. "Ah mas você nem tentou". Já sim, não adianta. Preciso nascer de novo. Irei solucionar o problema, não fazendo nada. Eu só queria ajudar, me sentir útil e fazer as pessoas felizes, de certa forma. Só trago problema à todas elas.
E odeio todas elas. E as amo. Com a mesma intensidade.

ps: usei algumas frases de músicas nesse texto:
Pantera - Suicide Note Pt. I & Pt. II.
Radiohead - Creep, Fake Plastic Trees, No surprises.
The Cure - To Wish Impossible Things.

13 de setembro de 2011

The Speed of Pain

Olá meus 3 (ou menos) leitores desse blog. A tempos não posto nada porque... Porque eu não quis. E porque eu sempre planejava colocar algo aqui, perdia a minha linha de raciocínio e não escrevia nada. Ou deixava nos rascunhos. Ou simplesmente eu tinha uma ideia que julgava estúpida, abria o blog e não colocava nada.
Mas agora é diferente.
Toda idéia que eu julgar estúpida vou colocar aqui do mesmo jeito.nt>
Por que? Porque eu quero. Publico pra todo mundo ler mesmo, então bls.
Começo pedindo desculpas a todos que magoei, não é de propósito. Acreditem, faço isso por acidente.
Pros que não me conhecem: eu não sou possessiva, eu não sou controladora, não sou arrogante. Aliás, tô MUITO longe disso tudo. Sou tímida e estúpida e vazia. Só queria que soubessem disso. E que eu não tenho nada pra oferecer. Nem beleza, inteligência, nada.
Você sabe que alguma coisa tá errada quando começa a fazer merda com o próprio corpo. Não vou falar porque vão me acusar de mimimi crônico. Mas com certeza vão saber do que se trata.
Quando se começa a escrever palavras ou até frases. E todo mundo e vê e pergunta que merda é essa. Aí você começa a escrever em lugares que ninguém pode ver.
Sensação de alívio.
Há quem ache que é falta de surra.
Há que sinta a dor, tanto das palavras, como no corpo.
E quer saber? As palavras e atos são bem mais doloridos. A cicatriz desaparece e a gente esquece que aquilo doeu. Mas quando as lembranças chegam na minha mente, dói. As boas doem mais que as ruins. Fico aflita. Fiz planos, imaginei coisas... Pra nada. Agora tudo que fica na minha cabeça me faz chorar.
Mas ninguém se importa, e nem deve. Tudo que acontece comigo é consequência de alguma coisa que eu fiz/faço. Tenho que aprender a lidar com isso. Aceitar que 90% das coisas que eu falo/faço não são comuns. Não é um problema comum. Não consigo resolver esse problema.
Procuro ajuda. Acho, não resolve.
Não consigo fazer as coisas por mim mesma. Cansei de me esforçar. Agora tanto faz, é só curtir a fossa.
Me desculpem.

31 de agosto de 2011

Voltarei com postagens interessantes, em breve. Ok, não são tão interessantes assim.

17 de julho de 2011

5 anos em algumas poucas linhas:

2007: Uma nova escola. Novos amigos, pensava ela. Nova vida. Não. Ano ruim.

2008: Ano razoável. Conheceu umas pessoas pela internet, começou a gostar de hard rock. Começou a achar que a prima gostava dela, mas estava enganda. Se aproximou da menina que seria sua melhor amiga até hoje. Ouvia Panic! At The Disco e 30 Seconds To Mars, porque isso mantinha as duas próximas. Mas hoje em dia, nenhuma das duas gosta disso. Assistiu Sweeney Todd com ela, decorando todas as músicas. A amiga dela fez uma carta que ela guarda até hoje.

2009: ruim/péssimo (oscilava muito) Conheceu um menino que estava no 3º ano e se apaixonou perdidamente por ele. Obviamente, levou um fora. Via se tinha algum defeito. Corrigia. Tentava de novo. Falhava. Chorava até ficar com os olhos vermelhos. Sofria até sentir dor de verdade. Ficava iludida de novo. Se encantava de novo. Se ferrava de novo. Chorava mais. Ciclo vicioso.
Conheceu mais pessoas na internet. Se apegou demais à elas.

2010: Se apegou DEMAIS, repito DEMAIS com seus amigos da internet. Imaginava situações, como seria se vivesse com eles. Seu cérebro dizia que deveria parar por ali mesmo. Não parou. Não sabia o que fazer. Ainda não sabe. Mas não conta pra ninguém. Começou a conversar com um nerd que gosta de Nirvana e se encantou por ele. E ele gostava dela. De verdade. Fez merda, errou pra cacete, fez ele sofrer. Voltou com ele. Era o menino que ela precisava naquele momento. Hoje também. E sempre.

2011: Ela realizou um sonho. Foi no show do Ozzy com sua prima e com sua amiga. Foi mágico. Ela ainda tinha esperança de que a prima realmente gostava dela. Falhou de novo. Suas notas foram as piores de todos os tempos. Seu corpo treme toda vez que pensa nisso. Fez mais uma merda. Se ferrou. Perdeu amigos. Se apegou mais ainda com os amigos que conheceu na internet. MAIS AINDA.
Ela ainda não dá a atenção necessária ao namorado. Não é uma boa namorada. Não é uma boa amiga. Não é um boa pessoa.

18 de junho de 2011

Cá estou eu, neste quarto silencioso, com essa blusa molhada de... lágrimas. As lágrimas que parecem não acabar. Este quarto que me abriga sempre que eu preciso, este quarto que me vê sangrar a todo instante e não pode fazer nada a não ser observar. Este quarto gelado, com um poster do The Cure atrás da porta, com uma TV antiga, com uma bagunça infernal. Ah, e este vento que me deprime na hora de ir pra escola, mas me deixa feliz na hora de ir dormir.
Depressão, oh, depressão, quando vai acabar? Meus braços não aguentam mais maus-tratos, meus olhos estão sempre inchados e eu nunca fico completamente feliz.
Protejo as pessoas que amo, mas as machuco. Sempre quero ajudar, mas nunca sei como. Palavras me cortam a alma e me afastam de quem eu costumava gostar.
Me isolo cada vez mais do mundo, não pertenço a ele, meu lugar não é aqui.
Aos poucos, e de forma dolorosa, eu vou acabando com a minha mente, meu corpo e afastando as pessoas de mim.

27 de abril de 2011

Quando nem em casa se tem paz

Esse negócio de confiança é engraçado, né? Como você vai provar que mudou se a sua mãe não te dá espaço nem pra tentar?












































Prefiro estar na escola. Lá é o melhor lugar pra se estar quando se vive em um inferno chamado lar.

23 de abril de 2011

Só mais um texto confuso.

Bom, cá estou eu, sem criatividade alguma pra manter isso aqui (nenhuma novidade até agora).
É, a minha vida tá de ponta cabeça. Vamos começar com a vida escolar: eu era boa na escola até a 5ª série, na 6ª, começou o inferno. Primeiro, as notas baixas em matemática. Depois, ciências. 7ª e 8ª série: idem. 1º ano: caí e me machuquei feio. Fiquei com 6,7 em português. PORTUGUÊS, a matéria que eu nunca achei que ia ficar com menos de 8,0. Fora outras notas, que eu não muito afim de expor.
Então, andei fuçando umas pastas antigas e achei meus boletins da 1ª/2ª/3ª/4ª série. Notas: 9,5 10,0 9,5 10,0... Aí eu parei. COMO ASSIM, CARALHO? COMO É QUE EU ME TORNEI UMA ALUNA TÃO RUIM??? De uma coisa eu estou certa: faltou dedicação. Faltou um pouco mais de esforço. Nessa época do ensino fundamental eu não me preocupava com nada a não ser estudar. O tempo foi passando, fui me preocupando com outras coisas e deixando o estudo de lado. Ficar de recuperação me deixa infeliz, enquanto eu lá na escola tentando passar, meus amigos estão lá, aproveitando os primeiros dias de férias. Desde a 6ª série eu não digo: "passei direto". Sei que preciso estudar, pra conseguir um bom emprego, garantir meu futuro, mas...
PÉRA
Então é isso? Vou me matar de estudar, conseguir boas notas só pra deixar um sorriso idiota na cara dos meus pais e ser a queridinha dos professores? O que eu REALMENTE ganho sendo a aluna paparicada pelos professores? Notas altas, notas altas... Será que é só isso? As outras qualidades não valem? (não que eu seja um poço de talento) E depois? Vou pra uma boa faculdade, trabalhar que nem uma escrava, pra gastar meu mísero salário com as coisinhas fúteis da vida? Deixa eu ver se eu entendi: estudar + um bom emprego = dinheiro e... SÓ?
Posso estar errada. Quero estar errada. Por favor, me digam que esse pensamento é um erro.

Meus sentimentos mudaram, meus pensamentos mudaram. Me tornei uma pessoa uma pouco mais fria do que eu achava que eu fosse, agora que eu comecei a me vigiar, percebi isso. Mais fria, um pouco mais crítica, e um pouco mais desesperada com a minha atual situação. Me aborreço por qualquer coisa e começo a (literalmente) me maltratar. Entenda como quiser. Não quero mais gritar, não quero mais brigar, não quero mais estragar coisas por causa da minha raivinha. Se não consigo fazer algo, desisto logo de cara. "Ah, mas você nem tentou" Ah amigo, tentei sim, muitas e muitas vezes, tanto que desisti. cansada, machucada, derrotada. Minhas chances de ir pra Unb foram todas jogadas fora junto com a minha vida escolar que já tava um inferno. Foi preciso que eu perdesse algumas poucas amizades pra perceber que até seus amigos podem te julgar mal e achar que você mudou permanentemente quando você fez algo errado.
Tomo conclusões precipitadas desde que me conheço por gente, e estou pagando, e vou pagar, muito caro por isso durante muito tempo.
E outra coisa: chega de ligar outros pensam de mim. Vai ser difícil, posso não conseguir, é inevitável. Mas é preciso. Pra seguir em frente. Porque, antes de qualquer coisa, preciso pensar em mim. Preciso cuidar de mim. Sinto que perco uma parte de mim quando me desespero, quando sem saída, tipo agora... Se tem uma hora pra mudar isso tudo, é agora. Que me perdoem alguns, sei que ainda vou aborrecer muita gente. Mas já deixei muita coisa passar em branco exatamente por não ter aborrecido algumas pessoas antes. E isso me dá uma puta dor de cabeça até hoje.
Parte desnecessária:Um apelo: por favor, não me entenda mal. Não é filhadaputisse. tentando mudar em muitos aspectos e às vezes... Algumas mudanças drásticas são necessárias.
Lá se vai mais outro texto confuso, desse blog confuso, dessa vida que é uma bagunça.

6 de abril de 2011

LET ME HEAR YOU SCREAM!

5 de abril de 2011. Bom, a primeira coisa que eu senti quando cheguei lá no Nilson Nelson foi a Tatiane me empurrando. Conheci a Sarah, prima dela, até então eu só a conhecia pelo twitter. Conheci a mulher (que nem lembro mais o nome) que tatuou "Ozzy" na mão, com nanquin, quando tinha 12 anos. Gostei dela *o*
Depois, a fila. Fiquei menos tempo do que eu imaginava. Aí liberaram os portões. Ouvi os seguranças dizendo: "gente, devagar, por favor". Três segundos depois todo mundo correu loucamente. Segurei na mão da Isabela e RUN!
Conseguimos ficar na quase-grade. Na verdade, fiquei bem perto. Tinham duas pessoas na minha frente.
Encontrei o Thiaguinho. Porra, como ele faz falta.
Aí começou. Bark At The Moon, perfeito. Depois Let Me Hear You Scream, melhor ainda! Me arrepiei com War Pigs e Paranoid. Chorei com Mama I'm Coming Home. Eu não acreditava que estava ali, ver o Ozzy foi surreal! Juro que vi ele sorrindo pra mim (me deixa sonhar, por favor? brigada). Acho que ele deveria ter jogado mais baldes de água. Segundo a Isabela, aquela água tava abençoada, porque tava um calor dos inferno.
E quero vê-lo de novo. Mas não agora, tenho que me recuperar desse show de ontem que FOI MUITO DO CARALHO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sr. Osbourne, obrigado pelo dia mais feliz da minha vida até hoje. (sim, eu tava dessa distância dele *-*)

E o Thiago já disse "Há um sósia do Ozzy circulando por aí. Ele dá entrevistas sem noção, parece um velho acabado e caquético, e participou de um reality show chamado The Osbournes. O verdadeiro Ozzy sobe no palco e bota pra fuder!!!"

19 de março de 2011

alt.end.



Não, eu não quero mais uma mudança; eu não quero começar de novo.

Eu

Suflair. Pink Floyd. Jared Leto. Mötley Crüe. Balas Nerds Wonka. Gatos. Juno. Miojo. Full House. Friends. The Cure. Megadeth. Ilusão de ótica. Recortar revistas antigas. Vinil. Kurt Cobain. Robert Smith (L). Paul Stanley. Dirty Dancing. Catchup. TIC-TAC. Pijamas. Pop Art. Cabelos longos. Alice no País das maravilhas. O Mágico de OZ. Laranja Mecânica. Sweeney Todd. Ruffles de churrasco. Fanta Laranja. Chaves. Tatuagem. Piercing nos lábios. Camiseta de banda. Inteligência. Olhos tristes. Abraços fortes. All Star cano médio. Guns N' Roses. Meia arrastão. Hard Rock. Estampa de zebra. Headbangers. Posters. Madrugada. Frio. Chuva fraca. Esmalte azul. Caneta roxa. Pizza. Fast-food. Livrarias. Jogos de tabuleiro. Canecas customizadas. Aerosmith. Alice in Chains. Fones de ouvido. Tumblr. Conversa jogada fora. Reflexões da madrugada. Noite. Escuro, Segredos. Unhas compridas. Comer algo salgado, depois doce e assim por diante. Molho rosé. Molho madeira. Afeto. O amor incondicional do meu cachorro. Diálogos imaginados. Piscina. Cogumelos. Sid Vicious. Severo Snape. Danzig. Misfits. Lápis de olho. Batom vermelho. Audrey Hepburn. Caveiras. Marilyn Manson. Cobain family. Radiohead. Family Guy. Black Swan. Ratos. Balé. Tommy Lee. Tom Keifer. Katatonia. Drew Barrymore. John Stamos. 80/90's. Você.

20 de fevereiro de 2011

Timidez. Ou sei lá o quê.

Quando as pessoas começam a ter uma visão de que você é “uma menina que não gosta de falar com ninguém”, é porque alguma coisa está errada. Pois é, sou tímida. EXTREMAMENTE tímida. Mas a primeira impressão que as pessoas tem de mim é a que eu falei primeiro. Não consigo falar direito com pessoas novas que eu considero “legais”, por achar que aquela pessoa vai me achar uma idiota. E fico agindo de maneira idiota pra evitar que eu aja como uma... idiota. É osso.

9 de fevereiro de 2011

De novo.

O desespero.
O medo.
A dor.
As lágrimas.
A vontade de mandar o mundo todo se fuder.
Tudo de novo.

In silence I fall through sorrows.
Katatonia - In Silence Enshrined

6 de fevereiro de 2011

Um ano de blog.

Bom, dia 27 de fevereiro o blog faz um ano, mas quero postar algo logo.
Aprendi tanta coisa em um ano. Li os posts anteriores, alguns revoltados, alguns cheios de mimimi e outras porcarias. E não me arrependo.
O começo de 2010 foi deprimente pra mim, assim como o resto do ano. Fiquei com um "trauma" por um longo tempo, com medo de qualquer tipo de rejeição (e eu ainda não me recuperei). Chorei, insisti, implorei, pra nada. Mas tenho que admitir: tive atitudes de uma criança de 8 anos na época. Não tirei boas notas. Enfim, acho que me preocupei com coisas idiotas ao invés de estudar e me fudi. E Aprendi a lição. Você se preocupa com coisas fúteis que no final, não te trazem nada de bom, só coisas ruins, ódio, dor, sofrimento, sem recompensa.
Mas é óbvio que tive momentos bons. Conheci pessoas maravilhosas como o Lamim. Temos muitos sentimentos em comum, falamos sobre música, relacionamentos fudidos, bebedeiras... Enfim, tudo. Não se derreta Dani, -n mas te considero pra caralho, posso de dizer que tu é meu amigo e uma das melhores pessoas que eu já conheci. E sem esquecer claro, do Jos, que me mostrou que nem sempre eu vou ser a vilã da história, além de ser um ótimo escritor. Amo vocês *-*
Briguei, chorei, discuti, me aproximei de gente que só me fez mal. Mas se aconteceu, tinha que acontecer. E pronto. E só me arrependo de ter magoado quem não merecia e não ter dado valor aos meus estudos. Só.
Aconteceu muita coisa, e eu não sou boa de memória, portanto, não lembro de muita coisa. Prefiro não lembrar da maioria.
Bom, 2011 tem sido de altos e baixos. Mas calma... Ainda estamos fevereiro. Ainda tem o show do Ozzy pra ir. Tenho 200 reais pra escolher no que gastar (quando se tem 15 anos, 200 reais é bastante dinheiro). Ainda tenho o Pas. Gente pra conhecer, lugares pra ir, coisas pra fazer. Ainda dá tempo de mudar. Dá tempo de pedir desculpas, dá tempo de recomeçar. É, mais um ano pela frente, espero que valha a pena \o/

30 de dezembro de 2010

2010 foi um ano fantástico.

Fiz algo que não deveria fazer. Magoei quem não deveria magoar. Confiei em quem não devia confiar. Me fodi. Cansei de praticamente todo mundo. De gente que tem 18, mas parece que tem 6. Preciso reciclar minhas amizades. Preciso conviver com outras pessoas. Não me preocupo com mais ninguém. Preciso me afastar de muita gente que me faz mal. Gente que se mete na minha vida. Gente que quer resolver as coisas por mim. Gente que finge que é santo, e quando acontece alguma coisa com o outro, é o primeiro a jogar a pedra. Gente que acha que eu sou burra o suficiente pra não conseguir resolver minhas coisas sozinha. Gente que acha que eu sou idiota. Pessoas que acham que o meus problemas pertencem à elas. Aprendi que nem todo mundo tá aí pra ajudar. Muitas vezes é pra te fuder.
Não tive lá muitos momentos de paz em 2010. Na escola, com meus amigos, em casa. Foi tudo um fracasso. Fiquei à beira da reprovação. aprendendo a escolher minhas amizades do jeito mais doloroso. Conflitos familiares constantes; nada muito grave, mas atrapalhou em muita coisa.
Ganhei amizades valiosas, e as perdi por pura burrice. É isso, sou burra. Quando as pessoas "certas" surgem na minha vida eu dou um jeito de acabar com elas. Se bem que, esse "certo", não é o MEU certo.
Vi gente difamando horrores de alguém que gosto e vi que não é assim. Que tem gente que gosta de julgar sem conhecer. Gente que NÃO QUER conhecer por achar, sei lá "má influência". Não vou me afastar. Não vou ouvir mais ninguém. Ouvir alguém me deu algum benefício até agora? NÃO. Com a minha própria opinião, talvez eu consiga me dar bem.
E meu ano não podia terminar melhor ? A pessoa que eu mais gostava no mundo deve me odiar com toda razão agora. Desculpas não vão adiantar. Nunca vão mudar o que foi feito. Eu fui a culpada, eu causei tudo isso. Talvez sirva de lição.

E que venha 2011.

19 de dezembro de 2010

Vazio não preenchido.

Vitória diz:
*Às vezes eu tenho tudo ao meu alcance
*Mas sempre falta alguma coisa
*Tem sempre um vazio, sei lá hmh
Jos ué .zip diz:
*são as lacunas, não dá pra preencher
*e elas doem
*e ainda não descobrimos pra que servem
*só sei que elas não estão lá atoa '--'


É assim que eu começo esse post, uma conversa com o Josué, uma das melhores pessoas que já conheci, e é com ele que eu divido a maioria dos meus sentimentos.
É incrível como uma coisa que não parece ser nada acaba trazendo grandes problemas. Por um exemplo, um vazio no peito. Um vazio que não consegue ser preenchido, mas que dói, e dói bastante. Tenho tudo que preciso perto de mim, mas ainda falta alguma coisa. Sempre falta. E eu tento suprir essa falta com coisas que não deveria fazer ou ter. Coisas que podem ter consequências ruins pra mim o pros outros. Mas são essas coisas que trazem momentos bons pra mim. Independente da hora ou do lugar. Coisas inesperadas que me fazem pensar como a minha vida pode ser boa às vezes. Como comer algo doce e um salgado logo em seguida, como dormir em dias de chuva, como passar horas conversando com o Josué, como um "passeio" nas Lojas Americanas, lendo livros inteiros.
Momentos como estes servem para preencher o vazio por um longo tempo. Mas não pra sempre.