Bom, cá estou eu, sem criatividade alguma pra manter isso aqui (nenhuma novidade até agora).
É, a minha vida tá de ponta cabeça. Vamos começar com a vida escolar: eu era boa na escola até a 5ª série, na 6ª, começou o inferno. Primeiro, as notas baixas em matemática. Depois, ciências. 7ª e 8ª série: idem. 1º ano: caí e me machuquei feio. Fiquei com 6,7 em português. PORTUGUÊS, a matéria que eu nunca achei que ia ficar com menos de 8,0. Fora outras notas, que eu não
tô muito afim de expor.
Então, andei
fuçando umas pastas antigas e achei meus boletins da 1ª/2ª/3ª/4ª série. Notas: 9,5 10,0 9,5 10,0... Aí eu parei. COMO ASSIM,
CARALHO? COMO É QUE EU ME TORNEI UMA ALUNA TÃO RUIM??? De uma coisa eu estou certa: faltou dedicação. Faltou um pouco mais de esforço. Nessa época do ensino fundamental eu não me preocupava com nada a não ser estudar. O tempo foi passando, fui me preocupando com outras coisas e deixando o estudo de lado. Ficar de recuperação me deixa infeliz, enquanto eu
tô lá na escola tentando passar, meus amigos estão lá, aproveitando os primeiros dias de férias. Desde a 6ª série eu não digo: "passei
direto". Sei que preciso estudar, pra conseguir um bom emprego, garantir meu futuro, mas...
PÉRA AÍEntão é isso? Vou me matar de estudar, conseguir boas notas só pra deixar um sorriso idiota na cara dos meus pais e ser a
queridinha dos professores? O que eu REALMENTE ganho sendo a aluna paparicada pelos professores? Notas altas, notas altas... Será que é só isso? As outras qualidades não valem? (não que eu seja um poço de talento) E depois? Vou pra uma boa faculdade, trabalhar que nem uma escrava, pra gastar meu mísero salário com as coisinhas fúteis da vida? Deixa eu ver se eu entendi: estudar + um bom emprego =
dinheiro e... SÓ?
Posso estar errada.
Quero estar errada.
Por favor, me digam que esse pensamento é um erro.
Meus sentimentos mudaram, meus pensamentos mudaram. Me tornei uma pessoa uma pouco mais fria do que eu achava que eu fosse, agora que eu comecei a me vigiar, percebi isso. Mais fria, um pouco mais crítica, e um pouco mais desesperada com a minha atual situação. Me aborreço por qualquer coisa e começo a (literalmente) me maltratar. Entenda como quiser. Não quero mais gritar, não quero mais brigar, não quero mais estragar coisas por causa da minha raivinha. Se não consigo fazer algo, desisto logo de cara. "Ah, mas você nem tentou" Ah amigo, tentei sim, muitas e muitas vezes, tanto que desisti. Tô cansada, machucada, derrotada. Minhas chances de ir pra Unb foram todas jogadas fora junto com a minha vida escolar que já tava um inferno. Foi preciso que eu perdesse algumas poucas amizades pra perceber que até seus amigos podem te julgar mal e achar que você mudou permanentemente quando você fez algo errado.
Tomo conclusões precipitadas desde que me conheço por gente, e estou pagando, e vou pagar, muito caro por isso durante muito tempo.
E outra coisa: chega de ligar outros pensam de mim. Vai ser difícil, posso não conseguir, é inevitável. Mas é preciso. Pra seguir em frente. Porque, antes de qualquer coisa, preciso pensar em mim. Preciso cuidar de mim. Sinto que perco uma parte de mim quando me desespero, quando tô sem saída, tipo agora... Se tem uma hora pra mudar isso tudo, é agora. Que me perdoem alguns, sei que ainda vou aborrecer muita gente. Mas já deixei muita coisa passar em branco exatamente por não ter aborrecido algumas pessoas antes. E isso me dá uma puta dor de cabeça até hoje.
Parte desnecessária:Um apelo: por favor, não me entenda mal. Não é filhadaputisse. Tô tentando mudar em muitos aspectos e às vezes... Algumas mudanças drásticas são necessárias.
Lá se vai mais outro texto confuso, desse blog confuso, dessa vida que é uma bagunça.